Adulterado - Antonio Prata
Estranho no ninho A se considerar a classificação de coletânea de crônicas escritas para a revista Capricho, voltada para o público adolescente feminino; o livro Adulterado tinha todas as prerrogativas para afugentar marmanjos barbudos como eu, que, bem ou mal, já se acostumaram com as responsabilidades da vida adulta. Mas por se tratar de Antonio Prata (autor de Bar ruim é lindo, bicho, uma das crônicas mais famosas desses tempo de internet), encarar os 55 textos reunidos na edição acaba se revelando um exercício de reinvenção de temas batidos como a descoberta da sexualidade, a legalização das drogas e o dilema ...
Quarto de Hóspedes | Ardente serenidade - Tiago Maranhão
Ardente serenidade Tiago Maranhão Segundo Aurélio ouvira dizer, “pum” era a voz para a queda, uma explosão ou um disparo de tiro. Por detrás da onomatopeia nem tão violenta assim para a queda, explosão ou disparo, Aurélio ainda refletia sobre aquela famosa ventosidade anal acompanhada de ruído. Embora não encontrasse definição esclarecedora para aquilo, Aurélio sabia que dependendo da região por onde andasse, se usava apenas “bufa”, o que para ele retirava alguma percussão. Aurélio achava mais colorido o uso infantil “peido”, e reconhecia que a geografia mexia muito com as palavras. Por exemplo, da boca de pessoas mais velhas Aurélio ouvia ...
Orgulho e preconceito e zumbis - Seth Grahame-Smith e Jane Austen
Canibalismo no cânone Quando o artista francês Marcel Duchamp, em 1919, desenhou um bigode e um cavanhaque numa reprodução barata da Mona Lisa (obra icônica de Leonardo da Vinci); ele estava abrindo caminho para uma tendência artística baseada na ironia como forma de recontextualizar o cânone. Passados quase 90 anos, esse mesmo princípio volta a ser aplicado sob o nome mashup. O terreno agora é o da literatura e o cânone em questão é o romance Orgulho e Preconceito da escritora inglesa Jane Austen, publicado pela primeira vez em 1813. A história que se tornou um clássico da literatura pela sutileza da ...
Colunas
Quarto de Hóspedes | Ardente serenidade - Tiago Maranhão
Por detrás da onomatopeia para a queda, explosão ou disparo, Aurélio refletia sobre aquela famosa ventosidade anal acompanhada de ruído.

No início Deco achava que poderia ser interessante viver sozinho, no seu canto, apenas com os vizinhos por perto.

Desconfie de títulos metidos a polêmicos e a engraçadinhos, capas com detalhes em ouro ou que lhe desperte uma sensação de fofura.

Depois de trinta páginas sem encontrar qualquer indício literário, então, meu velho, o jeito é desistir mesmo e tentar achar utilidade pra ele.
Críticas
Adulterado - Antonio Prata
Encarar o livro acaba se revelando um exercício de reinvenção de temas batidos como a descoberta da sexualidade, a legalização das drogas e o dilema do que ser quando crescer.

Nessa brincadeira, a angústia das cinco irmãs Bennet em encontrar um bom marido se mistura com lutas contra ninjas e mortos-vivos.

A bem da verdade, há uma simbiose da escrita com os pensamentos do personagem, incorporando os trejeitos do protagonista.

A cada página, o autor nos põe um desafio rompendo com a lógica habitual às graphic novels e a qualquer outro modo de narrativa.





