Nome Próprio | Nomes

out 27th, 2008 | Por Julieta Jacob | Seção: Nome Próprio

Nomes
Julieta Jacob

Dizem que o nome é a primeira coisa que se deve memorizar quando se conhece uma pessoa. Ele tem lindos-olhos-cor-de-mel-de-abelhas-criadas-por-apicultores -do-sertão-pernambucano? Ela tem um cinturinha-que-parece-feita-a-mão -pelo-mais-talentoso-artista-da capital-francesa? Esqueça. Manda a regra da boa etiqueta e, antes disso, da boa educação mesmo: mais importante do que qualquer outro “detalhe” que possa desviar a sua atenção, é o nome do “senhor olhos encantadores” ou da “senhorita cintura de pilão”. Portanto, já sabe: da próxima vez, concentre-se.

Eu juro que me esforço ao máximo para pôr essa tal recomendação em prática, mas confesso que não é assim tão fácil. Você certamente deve concordar comigo. E, no fim das contas quando dá aquele branco, ninguém escapa da velha (e abominável) conversa: “desculpa, sou péssima com nomes, mas do seu rosto eu não esqueci de jeito nenhum”; ou ainda a pior de todas: “Ah, claro que é Marcos, Aristides é o teu irmão, não é? Teu tio? Vizinho? Então o cachorro? Também não?”.Ops…

Na ponta da língua ou esquecido (sabe lá Deus) em algum pedaço da nossa massa cinzenta, o fato é que o nome é indiscutivelmente unanimidade no quesito importância. A gente pode até descrever, dizer a cor, o formato, a altura, o jeito, dar referências, mas e aí? Qual o nome? Quem é? Como chamá-lo? Só assim a informação estará completa.

Pode-se dizer ainda, sem medo de exagerar, que o nome é bem mais decisivo do que, por exemplo, a nossa carteira de identidade. - “Ai, até que enfim 6111333 SSP-PE chegou!”. Já pensou? E mais: enquanto no mundo existe um montão de gente que não tem um documento sequer, eu aposto que não há meio ser humano que não tenha ao menos um nome. Pode até não estar registrado em cartório, tudo bem, mas nesse caso é, no mínimo, um apelido.

Talvez por me chamar Julieta, conheci desde cedo como um nome pode influenciar a vida de uma pessoa (não me pergunte o motivo, um dia escreverei sobre isso). E talvez por isso mesmo eu me sinta tão motivada a falardesse tema: os nomes das pessoas. Que nomes e que pessoas? Sobrenomes também! São muitas histórias. De Pedros, Joãos, Terezas, Mirians, Stephanies, Davis… tem o alfabeto inteiro, de A a Z, além daquelas letras que alguns pais com excesso de imaginação teimam em inventar, para (in)felicidade dos filhos.

Portanto, a partir de hoje esses textos são dedicados a todos que têm um nome, não importa qual. Não há periodicidade fixa, mas vou compartilhar com vocês um pouco desse universo, bizarro e curioso, poético e trivial, ao qual vou juntar minhas impressões. É claro que sugestões e histórias serão muito bem vindas, afinal, todo mundo tem uma história pra contar. No mínimo, a do seu próprio nome!

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