Blog | Azeitando o cérebro

abr 1st, 2009 | Por Thiago Corrêa | Seção: Blog

Chega a ser triste e ao mesmo tempo motivador se constatar que as coisas em Recife parecem só realmente acontecer no âmbito intimista. A segunda edição do projeto Crispim Debate, ocorrida ontem na galeria Arte Plural, foi quase uma reunião secreta, com um público que já se conhece de tanto frequentar o que realmente importa na programação cultural da cidade.

Mesmo com toda essa discrição, posso afirmar com toda convicção que o clubinho produziu muito mais, intelectualmente falando, do que toda a Fliporto de 2008.  Sem qualquer orçamento, apoio público ou glamour de celebridade global; a reunião de ontem foi fundo nas problemáticas de se pensar a arte nos dias de hoje.

Mediado por Cristhiano Aguiar e Artur Ataíde, da revista Crispim, com as jovens editoras da Tatuí, Ana Luisa Lima e Clarissa Diniz, o debate levantou questões como a ruína da crítica cultural no jornalismo, a interferência dos editais de fomento no processo criativo, a relação das obras contemporâneas com o passado e a crescente desvalorização da arte.

Este último ponto, inclusive, chega a ser essencial para entender tantas cadeiras vazias na plateia. Na avassaladora explicação de Clarissa Diniz, a arte foi perdendo seu prestígio social para vestidos de grife, automóveis e relógios, simplesmente porque é mais fácil se amostrar com esses ítens que com quadros e esculturas.

Uma reflexão que, embora angustiante, é menos terrível do que ver gente usando dinheiro público para teorizar sobre baobás, como aconteceu na Fliporto.

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Um comentário
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  1. AMIGOS

    ENTENDO QUE A CRÍTICA NÃO DEVE SER DIRECIONADA A MIM, DE QUALQUER FORMA MANIFESTO ESTRANHAMENTO, PORQUE O ANO PASSADO FOI PESSOALMENTE TÃO DIFÍCIL E MEU TRABALHO ELOGIADO E PROFISSIONAL ALÉM DE QUE SEMPRE TORCI MUITO PELA CRISPIM COM CARINHO D+

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