Olho Mágico | A porta

out 17th, 2011 | Por Joana Rozowykwiat | Seção: Destaque, Olho Mágico

A porta
Joana Rozowykwiat

Toc toc toc, ela se anunciou. Com o ouvido rente à porta, tentava captar alguma pista. Que novidade se abriria ali, quando alguém girasse a maçaneta? Pensou que toda porta tem em si um mistério. E muitas vezes um encontro.

Olhou pelo buraco da fechadura, para ver se reconhecia alguma sombra ou desilusão.Tinha o costume de proteger suas memórias e também de trancafiar os medos. E aporta, aberta, poderia dar-lhes passagem.

Mas também poderia revelar algum lugar de sonho, um caminho florido, em que ele viesse em sua direção. A porta estaria ali para protegê-lo, guardá-lo para ela – ou simplesmente separá-los…

E quando a dobradiça rangesse não teria mais jeito, o destino se apresentaria, no seu preto e branco de sempre, e ainda assim imprevisível nas suas gradações. Mas, até lá, podia imaginar o final que lhe coubesse melhor. Queria ser recepcionada com um doce sorriso, barulho de chuva e um cheirinho de hortelã. E foi então que ele a convidou para entrar.

3 comentários
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  1. Joana, bom dia. Tenho uma poesia intitulada ôlho mágico e gostaria de mandar para você. Gostaria se possível que você me enviasse o seu e mail de contato.

  2. Olá, Marlon,

    Você pode mandar para vacatussa@gmail.com.

    Abraço,
    Joana Rozowykwiat

  3. Oi Joana,

    Estou comentando o texto porque imagino que todo texto publicado espere por este destino. Infelizmente, contudo, gostaria de fazer um comentário mais agradável. Há domínio da língua em seu texto, facilidade em usar os termos e valorização das palavras. Mas é só.
    O problema todo me parece que todo o texto é bastante comum. Há a ideia de uma porta encerrando um mistério, um medo a ser revelado, um convite. Pode-se remeter a uma porção de coisas, como a porta da lei do sr. K, como o rio de Heráclito, como a valise de cronópio. Contudo, são ideias já utilizadas, depuradas, discutidas. Não consigo ver o sentido de montar um pequeno conto e trabalhar uma proposta que não tenha algo de inovador.
    Por favor, não me tenha por um chato que acessou seu texto para ser desagradável. Acima de trivial, busco o cavalheirismo. Trata-se de um comentário sobre o primeiro de seus textos que estou lendo.

    Um abraço,

    Leonardo

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