Nome Próprio | Mentira
jul 27th, 2009 | Por Julieta Jacob | Seçao: Nome Próprio
Escolho narizes com a naturalidade de quem prova vestidos. Esse não combina, o outro tá fora de moda, aquele lá fica grande demais.

Escolho narizes com a naturalidade de quem prova vestidos. Esse não combina, o outro tá fora de moda, aquele lá fica grande demais.

Acordo antes do despertador tocar, mas o sono ainda é meu senhor. Com ele em forma de névoa na minha cabeça, tento cumprir a rotina matinal.

Por mais que ir ao refeitório já seja uma rotina, fico besta ao ver que pratos com o mesmo tamanho do meu consigam abrigar tanta comida.

A notícia já foi dada. Cansou, tornou-se velha desde que Ana Maria Braga começou a tratar do assunto. Não precisa ficar repetindo isso toda hora em todo canto.

Deu branco. O silêncio nem pediu licença, chegou e foi logo se instalando em minha cabeça. Me deixou calado por duas semanas.

- Mais que isso, Giovanni, elas são cúmplices!
- Como assim cúmplices?
- Elas estão nos traindo!

Amanhã lá, qualquer lugar menos aqui, e ainda em lugar nenhum. / Eu seria uma flecha lançada, / e não uma árvore em solo fértil.

Não é aquele silêncio das ondas do mar, não tem folhas balançando, grilos nem besouros, bêbados ou catadores de lixo. É só o silêncio.

Ao contrário de dar as informações mastigadas numa bandeja, os três filmes exploram uma estrutura construída a partir de bolhas de vazio.

Meu quarto era um almoxarifado de quinquilharias, que serviam como uma memória auxiliar inútil espalhada por gavetas e prateleiras.