Umbigocêntrico | Prato cheio
jul 13th, 2009 | Por Thiago Corrêa | Seçao: Umbigocêntrico
Por mais que ir ao refeitório já seja uma rotina, fico besta ao ver que pratos com o mesmo tamanho do meu consigam abrigar tanta comida.

Por mais que ir ao refeitório já seja uma rotina, fico besta ao ver que pratos com o mesmo tamanho do meu consigam abrigar tanta comida.

A notícia já foi dada. Cansou, tornou-se velha desde que Ana Maria Braga começou a tratar do assunto. Não precisa ficar repetindo isso toda hora em todo canto.

Deu branco. O silêncio nem pediu licença, chegou e foi logo se instalando em minha cabeça. Me deixou calado por duas semanas.

- Mais que isso, Giovanni, elas são cúmplices!
- Como assim cúmplices?
- Elas estão nos traindo!

Amanhã lá, qualquer lugar menos aqui, e ainda em lugar nenhum. / Eu seria uma flecha lançada, / e não uma árvore em solo fértil.

Não é aquele silêncio das ondas do mar, não tem folhas balançando, grilos nem besouros, bêbados ou catadores de lixo. É só o silêncio.

Ao contrário de dar as informações mastigadas numa bandeja, os três filmes exploram uma estrutura construída a partir de bolhas de vazio.

Meu quarto era um almoxarifado de quinquilharias, que serviam como uma memória auxiliar inútil espalhada por gavetas e prateleiras.

A velha guarda adora rememorar os tempos em que o som das redações era o tec tec das máquinas de escrever e o jornalismo era uma atividade política.

A ideia de homens com gripe suína incomoda, faz a gente perceber nossa semelhança com os porcos. Basta abrir os jornais para ver os rastros de lama.