Disciplina (ou não)

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Tem esse lugar no Bixiga, aqui em São Paulo. É um bar e restaurante de refugiados e filhos de refugiados palestinos, mas é também uma espécie de centro cultural. Porque lá tem de tudo: show, festa, dança, desfile, debate, aula. E um dia teve esse anúncio: “Oficina de escrita – Texto e textura. Toda quinta”.

Essa coisa de inspiração? Nunca tive. Escrever sempre foi esforço e um tiquinho de estímulo alheio – um convite ou oportunidade de publicar em algum lugar, alguém muito querido que pergunta sobre novos textos, essas coisas.

Então, no fundo, sentar na frente do computador e extrair dali algumas linhas é também questão de disciplina. E como perdi mesmo o hábito, achei que seria uma boa fazer a oficina.

Primeiro exercício: fail. Meus miolos não estavam ainda trabalhando no modo criatividade. Foi impossível para mim escrever algo envolvendo a palavra “coice”, que tivesse seu sentido pautado por uma carta de tarô zumbi – uma releitura da carruagem das cartas tradicionais.  ¯\_(ツ)_/¯

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Sobre o autor

É jornalista e, há mais de uma década, desenvolve paralelamente projetos de literatura. Cursou a oficina literária do escritor Raimundo Carrero, tem textos publicados em suplementos literários, sites e na coletânea Recife conta o Natal, editada pela Fundação de Cultura da Cidade do Recife, em 2007. Ajudou a fundar, em 2004, o coletivo literário Vacatussa que, desde então, tem se dedicado a estimular, analisar e divulgar a produção dos escritores. Participou, na condição de convidada, de eventos como o Festival a Letra e a Voz e a Fliporto. Como jornalista, escreveu o livro-reportagem Subversivos: 50 anos após o golpe (Cepe, 2014).

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