Olho Mágico

0

O título do livro sempre esteve resolvido para mim. Aí o primeiro leitor crítico, que me encaminhou suas observações, começava seus apontamentos com uma crítica à escolha de Olho Mágico. O argumento era pertinente. Para ele, o título sugeria algo diferente do que se encontra no livro. Na sua avaliação, remetia à ideia do fantástico ou de algo muito fofinho, o que não se concretizava nos textos.

E nunca foi essa a minha interpretação do título. Fiquei meio preocupada e decidi esperar as outras opniões. Uma delas veio agora e reforça a minha escolha: “O nome do livro está muito bem escolhido, representando o jeito delicado e peculiar de ver o mundo e ao mesmo tempo o instrumento da porta, que permite espiar dentro da vida das pessoas. Perfeito com o aspecto cotidiano e íntimo da maior parte dos textos”. <3

Esperando agora as impressões do terceiro leitor crítico. Mas meio que já decidi manter Olho Mágico, mesmo nome desta coluna no Vacatussa, que me acompanha há tanto tempo.

Compartilhe

Sobre o autor

É jornalista e, há mais de uma década, desenvolve paralelamente projetos de literatura. Cursou a oficina literária do escritor Raimundo Carrero, tem textos publicados em suplementos literários, sites e na coletânea Recife conta o Natal, editada pela Fundação de Cultura da Cidade do Recife, em 2007. Ajudou a fundar, em 2004, o coletivo literário Vacatussa que, desde então, tem se dedicado a estimular, analisar e divulgar a produção dos escritores. Participou, na condição de convidada, de eventos como o Festival a Letra e a Voz e a Fliporto. Como jornalista, escreveu o livro-reportagem Subversivos: 50 anos após o golpe (Cepe, 2014).

Comente!