Rir pra não chorar

0

Uma amiga que trabalha comigo me contou uma história muito trágica. Um conhecido havia tido um derrame. Ficou internado muitos dias, em coma, e ninguém sabia se ficaria com sequelas. Eis que um dia ele acordou. Com medo de que o estresse pudesse agravar o seu quadro, os amigos estavam evitando reportar os últimos acontecimentos políticos do país.

Não sei por quantos dias ele foi poupado de conhecer a aterradora realidade verde-amarela, nem o que aconteceu quando teve que deparar-se com ela, mas o fato é que, imediatamente, ampliei muito a trama na minha cabeça. Decidi escrever livremente inspirada no caso. O conto chama-se O miocárdio militante e, como a realidade já está deveras dramática, decidi colocar humor na ficção. Me empolguei tanto, que é o meu conto mais longo até o momento.

Compartilhe

Sobre o autor

É jornalista e, há mais de uma década, desenvolve paralelamente projetos de literatura. Cursou a oficina literária do escritor Raimundo Carrero, tem textos publicados em suplementos literários, sites e na coletânea Recife conta o Natal, editada pela Fundação de Cultura da Cidade do Recife, em 2007. Ajudou a fundar, em 2004, o coletivo literário Vacatussa que, desde então, tem se dedicado a estimular, analisar e divulgar a produção dos escritores. Participou, na condição de convidada, de eventos como o Festival a Letra e a Voz e a Fliporto. Como jornalista, escreveu o livro-reportagem Subversivos: 50 anos após o golpe (Cepe, 2014).

Comente!