O prédio, o tédio e o menino cego - Santiago Nazarian
dez 16th, 2009 | Por Thiago Corrêa | Seçao: Críticas
A expressão fogo de palha é usada para situações em que a combustão é rápida, fácil, exuberante, mas de pouca duração.

A expressão fogo de palha é usada para situações em que a combustão é rápida, fácil, exuberante, mas de pouca duração.

Uma trama de mistério que se desenrola em suposições de mesa de bar, descambando para teorias da conspiração e ações trapalhadas.

Autor já maduro, Tezza ajusta o foco da narrativa para enriquecer os olhos de quem aprecia os detalhes da composição literária.

A miséria de Ana Paula Maia não tem cheiro, é cômoda, estética, apenas um cenário novelesco de televisão.

Carrero volta a trabalhar com a memória, retoma a discussão do narrador suspeito, matéria-prima dos seus últimos dois romances .

A angústia se revela aos poucos, em pílulas de até quatro páginas, na medida em que os leitores vão descobrindo a pequenez do ser humano.

Em vez de ditar regras, Clarice oferece opções e brinca com a nossa imaginação. Consegue ser complexa sem ser complicada.

O livro explora mitos como o Papa-figo, as botijas, lobisomens e mistérios que envolvem a Praça Chora Menino e a Cruz do Patrão.

O escritor expõe as mazelas de uma relação amorosa que o tempo vai transformando em rotina, desinteresse sexual, brigas e traições.

Ao explorar uma linguagem libertária, o escritor foge à estrutura linear nos desafiando em pequenas parcelas de sentido.