Histórico

Criado por ex-alunos da Oficina de Literatura Raimundo Carrero, em maio de 2004, o VACATUSSA passou a se reunir semanalmente para produzir e debater literatura, visando o aprimoramento das histórias escritas por seus componentes. Com o tempo, o VACATUSSA sentiu a necessidade de dar vazão às suas narrativas e resolveu criar sua própria publicação.

Assim, a REVISTA VACATUSSA nasceu com a proposta de divulgar não só a produção literária do próprio grupo, como a de outros escritores que esbarravam nas dificuldades da publicação. A primeira revista foi publicada no primeiro semestre de 2005 e contou com apoio da Prefeitura de Olinda. A edição de estreia foi temática e a metalinguagem foi escolhida como tema. A publicação veio com três contos de membros regulares do VACATUSSA (Joana Rozowykwiat, Mário Lins e Thiago Corrêa) e mais três contos de colaboradores externos (Carol Lima, Fred Rodrigues e Tássia Spinelli). Além dos textos, a revista ainda trouxe duas ilustrações (prática que se fortaleceu nas edições seguintes), uma lista com indicações de livros e filmes sobre o tema da metalinguagem e o Manifesto Vacatussa.

Ainda em 2005 saiu o segundo número da REVISTA VACATUSSA, que foi lançada durante a Bienal do Livro de Pernambuco. O número de textos aumentou, com a presença de cinco contos da equipe VACATUSSA (Aline Arroxelas, Joana Rozowykwiat, Mário Lins, Paula Melo e Thiago Corrêa) e mais três colaborações externas, dessa vez de Lula Oliveira, Jacques Waller e Marcelo Pedroso.

A publicação deixou de ser temática e passou a ter ilustrações para todos os textos. Além da qualidade literária, o VACATUSSA também passou a se preocupar com o visual, apostando no diálogo entre os textos e as ilustrações. Para tanto, o grupo manteve uma importante parceria com o estúdio de design Mooz, responsável pela criação da marca do VACATUSSA e pela diagramação das revistas 2, 3 e 4.

Em março de 2006, a primeira versão do VACATUSSA.COM foi ao ar. Com a página, o grupo continuou seu trabalho na publicação de novos textos ficcionais e abriu uma nova frente de envolvimento com a literatura, consolidando o VACATUSSA como um espaço de reflexão e do exercício da crítica literária, através da produção de resenhas de livros.

Em janeiro de 2007, a terceira edição da REVISTA VACATUSSA, que contou com o apoio da Prefeitura do Recife para a impressão, foi lançada  numa festa no bar Boratcho. A revista. Além dos contos dos integrantes do VACATUSSA (Aline Arroxelas, Ana Lira, Joana Rozowykwiat, Mário Lins e Thiago Corrêa), a publicação trouxe textos de Jacques Barcia (que na edição anterior assinava como Jacques Waller), Lula Oliveira e o estreante Conrado Falbo.

Ainda em 2007, o VACATUSSA começou a se organizar para o próximo número da revista. Os textos foram escritos, selecionados, revisados, ilustrados e diagramados. A quarta edição, porém, nunca chegou a ser lançada por falta de verba para a impressão e só veio a público anos depois com a sua publicação no site. O VACATUSSA.COM, que inicialmente surgiu numa estrutura de blog, ganhou cara de site em 2008.

Em 2014, após um período de ruminações, o VACATUSSA retomou suas atividades com a aprovação de dois projetos no Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Com esses recursos, viabilizou-se a volta da REVISTA VACATUSSA e a terceira versão do VACATUSSA.COM, que passou a contar com dossiês mensais dedicados a autores importantes da cena literária pernambucana.

Ao longo do projeto, entre maio e dezembro de 2014, foram produzidos sete dossiês sobre os escritores Sidney Rocha, José Luiz Passos, Marcelino Freire, Samarone Lima, Ronaldo Correia de Brito, Micheliny Verunschk e Everardo Norões e um ao tema geracional Novos autores de Pernambuco, que agrupou a presença dos escritores estreantes Nivaldo Tenório, Bruno Liberal, Fernando de Mendonça, João Paulo Parisio, Débora Ferraz, Helder Santos, Clarice Freire, Adelaide Ivánova.

Com os recursos do Funcultura, a REVISTA VACATUSSA publicou mais seis edições, entre abril/maio de 2014 e fevereiro/março de 2015. Por suas páginas passaram autores como Sidney Rocha; Fabiano Calixto; Marcelino Freire; Micheliny Verunschk; Samarone Lima, Débora Ferraz e Ronaldo Correia de Brito. Além de ilustradores como os artistas visuais Kilian Glasner, Derlon Almeida, Gil Vicente e Ricardo Cavani Rosas, bem como os ilustradores e cartunistas Jarbas, João Lin, Samuca, Christiano Mascaro, Hallina Beltrão, Miguel Falcão e Raoni Assis.

Três números foram compostos através de convocatórias públicas, que tiveram 348 autores inscritos ao todo. Entre os selecionados, estiveram nomes como Carol Rodrigues, Bruno Bandido, Aymmar Rodriguez, Nathalie Lourenço, Álvaro Filho, André Balaio, Ludmila Rodrigues e Mário Rodrigues.As outras três edições foram temáticas e organizadas a partir de convites a escritores já conhecidos, colaboradores e integrantes do VACATUSSA.

Na edição #7, o tema foi “cidade”, escolhido por inspiração das discussões provocadas pelo Movimento Ocupe Estelita sobre preservação da paisagem e memória urbana. Já o número #9 ficou conhecido com a edição do futuro, porque os convidados foram provocados a pensar sobre o “futuro”, aproveitando o fato dela ser publicada no fim de 2014 e o clima de promessas para o ano novo. Para encerrar o ciclo do Funcultura em 2015, resolvemos inverter a ordem das coisas e dar o devido destaque às ilustrações, reconhecendo a importância delas para a REVISTA VACATUSSA. Assim, invertemos o processo de elaboração da revista, libertando os ilustradores das palavras e passando o desafio da tradução para os escritores. As narrativas que nasceram surgiram inspiradas pelos contornos de cenários, personagens e ideias das ilustrações.

Desde então, mesmo sem uma fonte de renda, o VACATUSSA mantém suas atividades, concentrando suas atividades no VACATUSSA.COM, na produção de críticas, entrevistas com autores e crônicas. Em abril de 2016, estreamos esta que é a quarta versão do site.

Em 2019, em comemoração pelos 15 anos de atividades, o VACATUSSA se assumiu como editora, com a publicação em abril do livro infantil A engenhoca, de Thiago Corrêa Ramos e ilustrações de Victor Zalma.