De tudo ficaram poucas coisas – Naymme Moraes

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De tudo ficaram poucas coisas,

 

três ou quatro lembranças,

nenhum amigo em comum.

Algumas contas pendentes.

 

Viagens penduradas na parede;

A promessa de um filho que nunca teremos.

A vontade de envelhecer juntos,

[de morar em Paris.].

Nem a saudade,

nem a vontade,

nem o desejo.

Agora que o passado se acumula nas lembranças

ficaram coisas que eu jamais conseguirei entender;

Os navios que queimei,

as promessas que não cumpri

[por que nunca as fiz].

E mais um pássaro azul morto,

apodrecendo dentro de mim.

Naymme Moraes nasceu em São Bento do Una-PE, em 1981. Mora em Recife, é historiadora e escreve crônicas e poesias.

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