Um poema de Samarone Lima – Manchas do tempo

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Sexta-feira é dia de poesia no Vacatussa. Hoje temos um poema do cearense-pernambucano Samarone Lima, que lançou ontem em São Paulo seu livro de poemas O aquário desenterrado, um dos premiados no último Prêmio Brasília de Literatura.

 

MANCHAS DO TEMPO

 

De fato, o esplendor

respira o susto

de existir.

 

Mas um pássaro

não reflete

seu gesto.

 

Vai, designando, desafiando.

 

Segue, imerso no encanto.

 

Não há manchas do tempo

sob suas asas.

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Sobre o autor

Escritor, crítico literário e professor. É doutor em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Teoria da Literatura pela UFPE. Participou da revista Granta – Melhores Jovens Escritores Brasileiros e atuou como pesquisador-visitante da University of California, Berkeley. Editou as revistas experimentais Crispim e Eita!. Tem textos publicados na Inglaterra, Estados Unidos e Argentina. Atualmente edita o site Vacatussa.

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